Confissões de uma alma


Apesar de me sentir emocionalmente acompanhada, devido ao sentimento que nutria em minha alma, a solidão de fato, sempre foi minha fiel companheira, do dia a dia e das noites insones O meu coração, na penumbra de uma ilusão que me cegava, chorava cada instante, em que vislumbrava, incrédula a realidade nua e crua
Não foram poucos os momentos em que as lágrimas marejaram meus olhos. Não foram poucos os momentos, em que a dura realidade me corroeu; e a dor era tamanha, que automaticamente, escolha continuar na escuridão, imaginando uma réstia de esperança, que tudo não passe de meras suposições. E automaticamente, me vestia de uma certeza, que de fato, havia sentimento também da outra parte.
Mal podia imaginar, que ali, ano, após ano, estava me afundando, cada vez mais, no lamaçal de areia movediça, da mentira, da armação, com intuito de me explorar sentimentalmente, mais e mais
Quantas esperanças de futuro, soterrei, iludida por palavras falsas de amor, pronunciadas sem dó, nem piedade, numa atitude egoísta, típica de alguém capaz de cercear sonhos, sentimentos e a esperança de algo mais palpável, mais real, pra mim
Sem dó, nem piedade, arrastaram por 15 longos anos, um relacionamento, sem futuro, sem amor, sem condições de fluir. Carregaram por todos esses anos, a máscara da bondade, da compreensão, do amor e da paixão, sem ao menos pensar no que seria de mim, após tanta dedicação, quando chegasse o tempo em que essa máscara pesasse tanto, que da noite pra o dia, ela tivesse que ser retirada, sem o cuidado de não ferir, machucar. Soterram-me a alegria, a esperança, a possibilidade e o estímulo, nessa areia. Esperaram friamente, que o tempo passasse, passassem as minhas chances de um recomeço, ao lado de quem de fato, me quisesse. 
Hoje, amargurada, decepcionada, sufocada na tristeza tristeza, nem na poesia encontro abrigo, pois, ela já não flui, já não aflora inspiração, diante dessa conspiração, armada por um traidor de emoções, por quem destruir laços antigos, dediquei boa parte da minha vida..
Na ampulheta do tempo, na questão sentimento, só fiz perder! Mas não culpo ninguém. Apenas a mim mesma. Que boba que fui: acreditar em palavras bonitas, falsas declarações! E foram tantas, que me perdi; de mim mesma, do meu caminho. Achando que aquele amor de tantos anos atrás, ainda existisse e fosse correspondido, na mesma medida que o meu, diante de tantos escritos e relatos, falando de faltas, saudades, lacunas abertas, apesar do tempo transcorrido.
Se antes as minhas noites eram insones, pelas preocupações, pelos medos, hoje, faltam horas, pra saciar o meu sonho. Porque na dor que me encontro, dormir é remédio, já que não consigo sorrir. 
Esquecer tudo? Talvez: quando Deus me permitir essa dor passar; quando Ele e eu pudermos me perdoar, quando o tempo, companheiro, tudo apagar...
Infelizmente e às duras penas, descobrir, que aquilo que muitos escrevem para os outros, com mensagens bonitas e palavras rebuscadas, não serve para si mesmo. Porque não são capazes de pensar, muito menos assimilar o que conteúdo, ou nas entrelinhas, apenas usam o espaço, como massa de manobra, para prosseguirem em suas conquistas.
O que era um imenso amor, que me acompanhou por anos, agora virou piedade, pena, porque quem eu imaginava espiritualmente, evoluído, politicamente correto, o que vejo dando conselhos aos outros, de como se comportar, pensar e agir emocionalmente, descobri, que não passa de um canastrão, igual a todos os homens; cheio de conversas e palavras bonitas para despertar nas mulheres admiração. Uma conquista a mais, para seu currículo e um sádico prazer, em ver o outro, sofrer por um amor, não correspondido; típico de quem apenas enxerga seu próprio umbigo.

Amor

Eu me pergunto incrédula; como acreditar que em nenhum momento existiu amor da sua parte?
Tantos anos...

Sonho

Assim é o meu amor; de sensibilidade, poesias, verdade, paixão e desejos. 
Pena que isso ninguém mais quer pra si. 
As relações hoje, são superficiais, imediatistas e materiais...