Descaminho

Ando pelo vazio da minha alma. Corredores escuros, estreitos. Sinto um frio enorme. A sensação talvez, seja de um mundo distante, profundo, totalmente desabitado.

Vou ao encontro de um coração; doente, fragilizado, tentando encarar a véspera de uma suposta viagem, ou, quem sabe encontrar um caminho.

Preciso saber quem sou, porque no meu peito, a alegria foi embora. Nele, só existe um ser tristonho, ansioso, que não mais conheço; isolado.

Nunca tive tanto medo de ser eu mesma. Nunca tive tanto medo de encarar a verdade. Talvez seja minha última esquina; medo de amar, medo de voltar a sonhar, medo desse descaminho.

Na minha alma plantei um sonho. Hoje colho os frutos dos dissabores.

Na minha vida cultivei carinhos, onde pensei existir amores.

Um comentário:

Flávio disse...

Bonito, sim. Mas dá um tempo nessa tristeza, menina... não deixa que ela te absorva tanto! Nunca vale a pena, creia...