Desilusão

É um processo doloroso, que pensamos muitas vezes não suportar, quando as nossas defesas começam a criar mecanismos, que nos sustentam pra enfrentá-la.

Inconscientemente ao fato, as mães causam, já nos bebês, as primeiras desilusões, quando são obrigadas, a trocarem o bico do seio por mamadeiras, a atenção delas, por babás, a presença por travesseirinhos e assim por diante. Já nessa fase, eles se sentem; (embora não saibam na verdade do que se trata), desiludidos. Por isso, objetos e rituais acabam se tornando inevitáveis e são levados até a fase adulta. Pois, lhes dão segurança. Nesses objetos, que chamamos de transicionais, estão inclusos parte de nossas fantasias, que de alguma forma, nos dão sustentação para suportar a realidade da perda do que amamos.

Na fase adulta, esse processo, geralmente acontece quando nos apaixonamos por alguém e criamos expectativas, ilusões e esperanças. Como as experiências e maturidade, já nos permitem uma visão real do quadro, acaba se tornando mais complicado e mais difícil a resolução do problema.

Assim, em alguns casos, há uma regressão a fase infantil, por nos sentirmos enganados e consequentemente desiludidos, procuramos alguém, que possa nos acolher e nos consolar, acalmando nossas mágoas. Nessas horas, o comprometimento emocional é tão grande que algumas pessoas deprimidas, não conseguem por longos períodos, sair da depressão. Isso porque essas, não tiveram em bebê, uma solidez, necessária, que lhes tornassem mais confiantes e seguras.

A Insegurança, deixa o medo de arriscar, tomar decisões e ter coragem para buscar novas ilusões. A confiança em si, serve de base forte, para que possamos ousar e ir além da mesmice, em que a vida acaba se tornando. Entretanto, cada desilusão sofrida vai, aos poucos, desfazendo essa confiança, mas que não deixa de ser um aprendizado pela dor, que acaba nos fortalecendo.

Um comentário:

Oreste disse...

Una foto molto sexxxxxxi..jajajaj
Baci Mel