A importância do desenho na avaliação emocional do indivíduo
A subjetividade no desenho, a passagem das questões emocionais para o ato de desenhar, traz identificações importantes de transtornos nesses aspectos. É a observação do transcrever, na sua totalidade, sentimentos despojando-se de conceitos alienantes, sedimentando as suas clausuras de forma plástica: ex: telhados de casas, chaminés, coerência etc. Esta plasticidade permite identificar o sentido da vida, a significação, gratificação emocional, realização, etc. São dados que se transformam em linguagem expressiva do indivíduo.
Ao observarmos as diversas expressões, identificamos as veredas existenciais, que norteiam o desenvolvimento da personalidade e suas áreas conflitivas. Observar no aspecto analítico, não significa simplesmente procurar descobertas, porém, entender no campo da expressão, as situações de crescimento, mesmo existindo situações, onde as percepções possam ser transformadas e elastecidas, no seu universo existencial, apesar de envoltas, em muito sofrimento e dor.
Importante nesses casos, não é estar junto do indivíduo, mas atuar junto. O que significa levá-lo a uma reflexão, sobre o quanto a existência pode estar comprometida, pela perda do sentido da vida e faze-lo entender, que apesar de envolta em sofrimento e dor, possui outras formas e possibilidades.
A ajuda psicoterápica dos desenhos leva-nos a situações de identificações subjetivas plenas. Pois cria caminhos de forma experimental, que identificam as questões existenciais.

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