Dei um tempo

Dei um tempo,

a espera de um momento,

que talvez jamais aconteça.

Triste de mim,

que vejo matar um sonho,

que pensei não ter fim.

talvez, você ainda sinta falta;

dos cartões que não abriu,

dos e-mails que nem viu,

do tempo que dediquei,

dos carinhos que lhe dei.

Dos beijos que roubei,

dos sonhos que despertei,

das loucuras que realizei.

dos posts que nem leu,

desse amor que é tão seu.

Vou, sendo levada pela vida.

O que antes tinha cor,

perdeu o encanto.

Esperei uma primavera

que nunca chegou...

Agora recolho meus sonhos,

meus desencantos.

Preciso ir ao meu encontro,

juntar meus pedacinhos,

chegar ao meu próprio ninho,

antes de encontrar a morte.

Talvez um dia,

por aqui eu volte.

E tão tarde,

vá entender como sou,

desejar os presentes que recusou

e até descobrir que me amou.

Nunca desejei tanto, essa morte!

Não consigo mais ser forte.

Nessas lagrimas que escorrem,

já nem vejo esperança.

Saudade do tempo de criança,

daquela vida feliz!

Pois hoje o mundo me diz,

que sentimento é coisa ruim.

Amar é loucura;

viver é só amargura...

não quero essa ternura,

essa triste doçura,

não quero mais ser assim.

Já não quero esse sonho pra mim.

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