Seu refúgio, minha saudade
Saudade da minha infância,
da velha casa a beira mar,
do velho cais onde sentava,
das cirandas entoadas ao luar.
Dos sonhos adolescentes,
dos amores inocentes,
daquele sol poente...
Do encanto da primavera,
da paz na atmosfera.
Da nostalgia das folhas do outono
espalhadas pelo chão.
Das noites do intenso frio,
daquele inverno tristonho,
dos sonhos, no calor do verão...
Saudade do meu pé de carambola,
onde nas tardes fagueiras
sentia palpitar o coração.
Dos frutos do meu quintal,
das montanhas que ao longe
formavam uma tela divinal!
Ah!.. aquele lindo mar...
cujas ondas de leve, no vai e vem
acompanhavam o vento a soprar.
Divino céu azul!...
que não cansava de admirar.
Da natureza sempre em festa,
daquele sol a brilhar...
Hoje, apenas vejo a imagem,
que ficou como miragem
e nessa tela vem eternizar,
o que foi a minha casa,
o meu pedaço de chão.
Choro uma saudade marcante,
dessa paz tão distante,
que dói no coração.
Nesse mundo tão desumano,
tão errante,
onde a juventude,
desconhece essa beleza,
já não se importa com a natureza.
Saudade bateu no peito...
Lembrando a escada da varanda
das noites de emoção,
das belas serestas,
ao som do violão.
Ah! Bem que gostaria voltar...
pisar, novamente, aquela terra,
aquele campo, aquele mar,
minha simples casinha branca.
Abrir a janela do meu quarto,
onde os passarinhos em festa,
alegres, vinham cantar.
(Tela do artista plástico Adilson Pinto do Rio de Janeiro, batizada pelo autor:
"Meu refúgio", que inspirou a composição dessa prosa poética
e que brilhantemente, orna esta página).
Obrigada meu amigo!

42 comentários:

Gazeta na net 4 de Dezembro de 2008 21:11  

Olá amiguinha,
Texto giro, acreditas que por vezes também tenho saudades de tempos distantes, como tu dizes, do andar descalço, da cor de fim de tarde e seu cheiro, como é possível que esse cheiro e essa cor tenha desaparecido?
Fica bem
Beijos perfumados

Pelos caminhos da vida. 4 de Dezembro de 2008 21:13  

Tb tenho meus momentos de saudades.

Saudades da minha terra...

Saudades da casa da minha mãe...

Saudades dos amigos que se perderam pelo caminho...

Ah...saudades e mais saudades,seu texto me fez voltar a uns tempos atrás,e que tempos bons.

bjs.

PreDatado 5 de Dezembro de 2008 11:15  

Nem sempre é mau ter saudade. A saudade faz-nos lembrar tanta coisa e tanto lugar onde já fomos felizes. E faz também escrevermos coisas bonitas como estas.

mundo azul 5 de Dezembro de 2008 12:09  

São belos versos a cantar uma doce saudade!!!


Beijos de luz e o meu carinho, amiga...

daniel milagre 5 de Dezembro de 2008 12:46  

Olhos de Mel

A suavidade dos teus poemas, encantam-me pessolmaente. Este estando, num rumo diferente, porque canta a nostalgia, também é amoroso. É a grata recordação de encantamento de algo que ficou e não esqueceu. Simplesmente, adorei!...
Por motivos técnicos, a que sou alheio, deixei de poder escrever no primitivo, mesmo com nova conta que creiei para outro, que foi aberto com o mesmo "nick", morada electrónica:

http://www.blogger.com/profile/18365468956488759820

Beinhos,
Daniel

Bandys 5 de Dezembro de 2008 13:43  

Olhos de mel,

Seu poema e simplesmente divino. Fiquei olhando essa imagem da casa a beira do rio nossaa...

É sempre bom vir aqui alem de ler e ver coisas lindas, tem voce linda e maravilhosa.

beijos e um fds cheio de paz.
beijos

Renata Maria Parreira Cordeiro 5 de Dezembro de 2008 15:29  

Continua escrevendo divinamente bem.
Amiga:
Postei no Galeria e também no Poemas e Canções:
http://poemasscancoes.blogspot.com
e no Doces Poesias
http://docesspoesias.blogspot.com
Um beijo,
Renata

Ana 5 de Dezembro de 2008 17:02  

Bom final de semana! ;*

NINHO DE CUCO 5 de Dezembro de 2008 17:33  
Esta postagem foi removida pelo autor.
SILÊNCIO CULPADO 5 de Dezembro de 2008 17:35  

Olhos de Mel

Uma árvore pode ser mudada mas leva sempre consigo as suas raízes.E são estas raízes que constroem a sua identidade.

Lindo este poema repassado de nostalgia de alguém que vive em pleno as emoções dos dias e se entrega à vida de punho aberto.


Beijos

Fernando Santos (Chana) 5 de Dezembro de 2008 18:19  

Olá amiga, belo texto de saudade...Bela tela...Espctacular...
Beijos

FERNANDA & POEMAS 5 de Dezembro de 2008 19:48  

Olá Querida Lúcia belíssimo poma e que linda casinha... Adorei Amiga!
Bom fim de semana...
Beijinhos de carinho e ternura,
Fernandinha

O Árabe 5 de Dezembro de 2008 20:21  

Belo poema, sim! Direto ao coração de todos nós, a quem as lembranças da infância despertam saudades...:) Bom fim de semana.

São 5 de Dezembro de 2008 20:59  

Doce e bela Lucinha, o post está magnífico!!
Bom fim de semana.

Desnuda 5 de Dezembro de 2008 21:29  

Linda amiga,


são tantas as saudades.... Maravilhoso poema, como sempre, amiga querida.


Lindo fim de semana! Beijos

le baladin 6 de Dezembro de 2008 08:39  

quand la saudade nous emporte il est bon d'avoir un endroit secret pour se ressourcer bon week end à toi !!!! bisous phil

VANUZA PANTALEÃO/OBRA LITERÁRIA 6 de Dezembro de 2008 13:46  

Amiga, quando li sobre pé de carambolas, puxa, me bateu uma saudade muito forte do sítio dos meus pais...E você soube traduzir esse sentimento de uma forma poética lindíssima, como sempre!
Parabéns!!!Bjs

cõllybry 6 de Dezembro de 2008 15:28  

Olá amiga querida,seu refúgio seu amor, que brota de teu peito,na sudade, no amor de ti...

Lindooooo, terno meu beijo

águia_livre 6 de Dezembro de 2008 15:41  

Painel e poema sublimes. Maravilhoso ver e ler.

Vistem um cantinho de pensamentos:

http://pensamentosedevaneiosdoaguialivre.blogspot.com/
.

loup-julien 6 de Dezembro de 2008 18:03  

Obrigado pela sua mensagem Lucia. Bom fim de semana. Beijos.

Delfim Peixoto 6 de Dezembro de 2008 23:50  

Mas as recordações conseguem amenizar essas saudades... porque o que fica são bons momentos e sentires
Bj

Bill Stein Husenbar 7 de Dezembro de 2008 07:00  

Tão intenso, doce e apaixonante.

As recordações são dos tesouros mais preciosos que poderemos guardar.

http://desabafos-solitarios.blogspot.com/

O Profeta 7 de Dezembro de 2008 08:12  

Este Mar que beija a Ilha
Traz de longe sonhos perdidos
Adormece na areia e deixa
Na espuma mil e um segredos

Meus sonhos são estrelas que semeio no espaço
São corpo nu que vagueia pela saudade
Brotam e correm para o Mar
Enfrentam a dor a tempestade



Bom domingo



Doce beijo

FERNANDA & POEMAS 7 de Dezembro de 2008 12:40  

Olá querida Lúcia, votos de bom Domingo... Beijinhos de carinho e ternura,
Fernandinha

Cöllyßry 7 de Dezembro de 2008 15:28  

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........\,---“`...\\
....._.;_“.-._ Terno beijo

Cleo 7 de Dezembro de 2008 20:28  

Olhos de mel! linda prosa-poema enfeitando a tela. Mas pintores são poetas também e exprimem os sentimentos com o pincel. Tudo maravilhoso.
Beijos e linda semana!
Cleo

C Valente 7 de Dezembro de 2008 21:12  

saudade, palavra tão portugues e sempre bela e triste
Saudações amigas

O Sibarita 7 de Dezembro de 2008 21:20  

Rpazzzzzz... kkkk Que bom se lembrar dos tempos idos, é delícia pura!

Eita Olhos de Mel retada mel Deus!
kkkkk

Dona moça, essas coisas jamais a esquecemos e aqui no seu texto você nos induz as sentir esse tempo, bacana mesmo!

bjs
O Sibarita

João da Silva 7 de Dezembro de 2008 21:43  

Que conjunto lindo, a foto e os versos... tudo é poesia, tudo é maravilhoso!
Beijos carinhosos do João

DO 8 de Dezembro de 2008 10:03  

Muito bonito. De extremo bom gosto,alias.

Beijos e uma otima semana!

luzdeluma 8 de Dezembro de 2008 13:42  

Passando para lhe desejar uma excelente semana!! Beijus

silvioafonso 8 de Dezembro de 2008 14:47  

.

Desista de escolher o espaço que você acha que será seu. Nós somos uma peça no grande quebra-cabeça do universo e os astros são colocados primeiro no tabuleiro e, as estrelas logo depois.

Palavras do Palhaço Poeta.







.

© efeneto 8 de Dezembro de 2008 21:59  

Olá amigo/as.
Venho por este meio agradecer a todos aqueles que tiveram a amabilidade de por todas as vias me endereçaram as melhoras e tiveram a paciência de esperar. Aos poucos e na medida do possível irei retomar as publicações no “Grito” agora renovado e as visitas aos amigos.
Porque o tempo urge e a amizade espera, vou começar a colocar as visitas em dia.
Beijos a quem é de beijos e abraços aos restantes.
©efeneto

Yvonne 9 de Dezembro de 2008 06:34  

Querida, tenho saudades de um monte de coisas. Seu poema foi um deleite. Beijocas

GiGi 9 de Dezembro de 2008 19:47  

Ai, que blog lindo!
Voltarei aqui sempre para curtir esses doces poemas.
Beijinhos, Olhos de Mel!

lua prateada 9 de Dezembro de 2008 21:03  

Está lindo amiga ,assim como tu,e olha lá sabes que esse barco sem vela sem remos...ele vai parar em algum sitio quem sabe numa ilha deserta,e aí um principe de coração de ouro virá...te verá e te amará,então aí...não sabes de onde vieste nem para que vieste mas saberás onde chegaste,AMARÁS e serás AMADA viverás nas asas do teu amado para todo o sempre...
Xiiiii me embalei desculpa miga eheheh
Beijinho prateado com muito carinho

SOL

Oreste 10 de Dezembro de 2008 05:42  

Ciao Mel, un grande bacio per una bellissima amica.

Pelos caminhos da vida. 10 de Dezembro de 2008 08:08  

Obrigada amiga,por estar sempre presente no meu espaço.

Um lindo dia para vc.

beijooo.

Carla 10 de Dezembro de 2008 10:25  

como entendo estas tuas saudades...de um espaço que já não existe, de um sentir que se transfigurou
beijos doces

São 10 de Dezembro de 2008 10:58  

Passei para a braçar.
Fique bem, doçura.

suruka 11 de Dezembro de 2008 07:54  

Olá

Passando para visitar.

Lindo como sempre.

bjs

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