Dia Internacional da Mulher
O Dia Internacional da Mulher, 8 de março, está intimamente
ligado aos movimentos feministas que buscavam mais
dignidade para as mulheres e participação igualitária na sociedade.
Às vezes, parece-me que foi instituído para compensar
todas as discriminações que sofremos desde o início dos
tempos. Será que temos, realmente, o que comemorar?
Ouvimos falar da importância da mulher e da grande
contribuição que dá a humanidade. Me questiono e
me ponho em dúvida sobre essa tão falada,
importância, quando vimos a mulher ser tão
desrespeitada, violentada, discriminada, etc...
Apesar dos séculos avançarem, quase nada mudou,
neste aspecto.
Quando foi que vimos a mulher ter poder de decisão?
Raros são os casos. Quando foi que deixamos de ver
as estatísticas de abandono e maus tratos? O homem,
com o tal pátrio poder, sempre tem a palavra final.
Ele decide. Até coisas simples, como: namorar,
noivar, casar, separar, assumir um filho... E como
eles conseguem se envolver com alguém, sem o
menor sentimento. Aí fica fácil trocar quando enjoa,
quando quer outra e pouco importa a quem esteja magoando.
Claro que cada lugar tem sua cultura, sua visão sobre
isso, e nem todos têm as mesmas atitudes,
mas em geral é assim que acontece.
A mulher dificilmente, tem oportunidades de crescimento
dentro das empresas. Os salários, geralmente são mais
baixos, ainda que, com responsabilidades maiores.
Felizmente, no final do século XX essa realidade começou a
mudar, porém está muito distante de conquistar uma equiparação.
Apesar de tudo, a mulher, mãe, esposa, companheira, trabalhadora,
dona de uma força surpreendente, muitas vezes, trabalha os 3
turnos; cuida da casa, dos filhos, ainda encontra tempo de se
cuidar e estar bem. Essa que chora por um filho, por um amor,
por circunstâncias, ou de dor, encara a vida de frente. Sofre,
sente, mas ainda assim, enfrenta tudo com coragem.
A mulher desenvolve sua própria personalidade, sem se deixar
levar por um ingênuo espírito de imitação que, em geral, a
deixaria facilmente, num plano de inferioridade, impedindo-lhe
a realização das suas possibilidades mais originais.
Assim, no trabalho, ou na missão para que se sente chamada,
seja qual for: sua vida particular e trabalho são realmente
construtivos e fecundos, cheios de sentido, sem perder a feminilidade.
Parabéns a todas as Marias, Joanas, Ritas, etc, pouco importa
o nome, cor, ou condição social, mas todas dignas de aplausos
pela força e coragem que nos mantém na luta!