O Sol e a Lua

Era uma lua menina,

que o doce sol encantou.

Cujo perfume do luar,

em desejos transformou.

Era uma lua prateada,

a quem o sol se declarou

espalhando o seu aroma,

quando seus lábios beijou.

Era um lindo sol dourado,

que essa lua aqueceu,

encheu-se então de vida,

pelo amor que lhe deu.

Eram nuvens de algodão,

um mar cheio de ilusões,

um sonho de quimera,

onde viveram emoções.

Um dia o sol se foi

e a lua tão triste chorou;

se escondeu por trás da terra,

pela saudade que ficou.

Mas por obra do destino,

o sol reencontrou a lua,

que de tão embevecida,

lhe mostrou sua alma nua.

Então o sol envaidecido

Sorriu e sua face beijou,

despertando aquele sonho,

em esperança transformou.

Nesses sonhos e desejos,

enquanto a lua, o sol beijar,

entre tantos desencontros,

esse amor teima em ficar.

Chora o encanto da lua

aquece os raios do sol;

que de tão grande amor

vagueiam pelo arrebol.

Um pedido de desculpas,

uma eterna gratidão.

Uma saudade infinita,

uma lagrima sentida,

uma doce emoção.

Um tempo fora do mundo,

a espera de um verão.

Um sonho de primavera,

que no inverno da minha vida

fez do outono uma ilusão.

De volta a nossa casa,

pela saudade dos amigos,

pelo carinho dedicado,

pelos cúmplices queridos,

pelos encantos divididos.

Preciso agora de um tempo,

pois essa casa me dói;

por tudo que representa,

pelo sonho, que hoje desfaço,

e minha alma destrói.

A todos que aqui passam,

a todos que aprendi a amar,

um beijo cheio de carinho...

Uma doce palavra; obrigada!

Pela amizade, que vou guardar.

Um beijo. Se Deus quiser, ainda volto, inteira!