Era uma lua menina,
que o doce sol encantou.
Cujo perfume do luar,
em desejos transformou.
Era uma lua prateada,
a quem o sol se declarou
espalhando o seu aroma,
quando seus lábios beijou.
Era um lindo sol dourado,
que essa lua aqueceu,
encheu-se então de vida,
pelo amor que lhe deu.
Eram nuvens de algodão,
um mar cheio de ilusões,
um sonho de quimera,
onde viveram emoções.
Um dia o sol se foi
e a lua tão triste chorou;
se escondeu por trás da terra,
pela saudade que ficou.
Mas por obra do destino,
o sol reencontrou a lua,
que de tão embevecida,
lhe mostrou sua alma nua.
Então o sol envaidecido
Sorriu e sua face beijou,
despertando aquele sonho,
em esperança transformou.
Nesses sonhos e desejos,
enquanto a lua, o sol beijar,
entre tantos desencontros,
esse amor teima em ficar.
Chora o encanto da lua
aquece os raios do sol;
que de tão grande amor
vagueiam pelo arrebol.





