Amarga solidão

Ah, amarga solidão!,

aperta o peito, dói na alma...

Chora coração!,

esgota essa lagrima e me acalma;

mata em mim essa agonia,

essa fúria, essa sede de amar...

Vem docemente conformidade,

porque essa ansiedade

nada constrói, ao contrário,

me sufoca, me destrói.

Preciso viver também por mim,

porque assim, é difícil suportar.

Desce Luz Divina!

Alcança meu ser,

não me deixe padecer.

No calor da sua luz

encontro guarida;

sara essa minha ferida!

Vem acalentar minha alma,

só essa luz me acalma.

Ao me dedicar a paixão

nesse vôo rasante,

exponho o coração

e sofro nas ausências...

sei, são as minhas carências;

por medo da solidão,

medo de ser esquecida,

de perder o lugar,

de não ser mais querida.

Diz-me meu Pai:

por que sofro assim?

Por que não penso mais em mim?

Onde estou que não me acho?

Apesar de tentar me encontrar

só encontro o amor e nessa dor,

peço por favor:

quero me ver novamente

estar mais em mim,

ser mais presente...

Porque do jeito que estou

Já não sei mais quem sou

e essa amarga solidão

precisa abandonar

o meu frágil coração.
*
blog da minha netinha: http://poeminhasdabia.blogspot.com

17 comentários:

Fernando Santos (Chana) disse...

Olá Lúcia, belo poema....
Solidão: um lugar bom de visitar uma vez ou outra, mas ruim de adotar como morada.

(Autor: Josh Billings)

Cumprimentos

O Árabe disse...

Lindo, mas muito triste; tristeza e poesia que passam em cada palavra. Que essa fase logo passe, e sejas feliz no novo ano!

Silenciosamente ouvindo... disse...

Olá, gostei de estar aqui.
Voltarei.
Saudações e bom 2011.
Irene

Daniel Costa disse...

Lúcia

Para escrever um lindo poema, como o teu, concerteza a solidão nessa altura teria outro efeito. Porém terá sido um tempo apropriado. O medo da solidão referirda, fica bem que seja sempre apelativa.
Beijos

São disse...

A solidão pesa e magoa, mas a insegurança ainda mais, minha amiga!

Um enorme abraço, linda.

ONG ALERTA disse...

Solidáo é fase de vida, um mágico ano novo beijo Lisette.

Valquíria Oliveira Calado disse...

Olá amiga, como passou de ano?

Vim convida-la a visitar meu Hanukká, estou voltando com uma linda postagem.
http://hanukkalado.blogspot.com

Feliz ano novo, bjinhos.

Para Meditação:

"Agora pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor". I Cor. 13:13

Desnuda disse...

Amiga querida,


o poema é belo, como sempre. Profundo no sentimento e no sofrido apelo.


Obrigada pelo carinho e amizade, Lúcia. Que neste ano de 2011 você concretize todos os seus sonhos e todos sejam abençoados.

Carinhoso beijo!

Everson Russo disse...

Solidão é realmente uma amarga companheira,,,triste,,,insistente....beijos de bom dia pra ti.

A.S. disse...

Querida,

A pior das solidões é aquela que sentimos, apesar de acompanhados!


Beijos... de mel!
AL

Whispers disse...

Querida Lucia,
Que 2011 seja o teu ano pra brilhares e seres feliz.
Mil beijos
Rachel

Vanuza Pantaleão disse...

Doce amiga, Lúcia,
Desculpe-me não ter vindo antes. Estive toda enrolada nesse final de ano (risos), mas agora já me desenrolei. A vida é assim mesmo, né?
Obrigada mesmo pelo carinho de sempre e por suas delicada presença junto a nós.

Solidão...nunca fui só, mas a tristeza sempre invade as almas solitárias.

Feliz 2011 junto aos seus, amiga!
Te adoroooooooooooooooooooooooooo

RAJEEV KUMAR KULSHRESTHA disse...

क्या कहने साहब ।
जबाब नहीं निसंदेह ।
यह एक प्रसंशनीय प्रस्तुति है ।
धन्यवाद ।
satguru-satykikhoj.blogspot.com

Paula Barros disse...

Uma oração. Quantos vivem assim? Quantos padecem dessa dor, desse medo?

E o seu poema pode muito bem se transformar em oração, para acalmar o coração e fortalecer a alma. Em busca de si mesmo para se fortalecer, com a força da luz divina.

Belo! Apesar de triste, apesar de tão real.

beijo, bom ano!

Non je ne regrette rien: Ediney Santana disse...

a solidão é fera

O Árabe disse...

Psiu... o ano já vai quase em meio. Levanta, sacode a tristeza. Aguardo o novo post! :) Boa semana.

~*Rebeca e Jota Cê*~ disse...

Solidão além de maltratar, sufoca demais.

Beijo imenso, Lúcia.

Rebeca

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