Contando as horas

Na fria noite, distante,

quando tudo em mim te reclama,

quando insone vejo o dia amanhecer

penso em tudo que sinto

e como faço para esse tempo vencer.

Aqui do outro lado do caminho

e apesar de estar em casa,

longe dos teus doces carinhos

fico completamente fora do ar;

só consigo pensar em teus beijinhos

Nas canções que escuto,

nos dias que o sol não tem brilho,

nas noites que não vejo o luar,

No tempo que não passa

Chora a saudade em meu peito a te chamar.

Contando as horas que faltam

eu só vejo o caminho de volta;

quero em teus braços sonhar...

em nossa cama, no calor dos teus beijos

matar a saudade do teu corpo a me abrigar.

Estamos no mundo das expiações. Muitos ainda não se deram conta de que está havendo uma seleção natural. Ainda vejo o ódio, a vingança e o destemor enraizados nos corações.
Desde muito tempo, estamos sendo alertados para esse momento em que vivemos. O mundo assiste atônito a tudo, sem a percepção real do fato. Continuamos os mesmos e tendo as mesmas atitudes.
É uma fase evolutiva e aquele que pratica o mal, sofrerá também essa ação. É o que podemos chamar de Lei da causa e efeito. E as pessoas que habitam esse mundo, imprimem nele, a psicosfera do seu próprio andamento.
Certo é que a evolução do mundo depende diretamente, da evolução do homem, cabe a ele refletir sobre suas ações e tentar mudar. Essa mudança deverá advir de dentro pra fora. Não só de atitudes, mas pensamentos e ações.
Se pararmos para pensar, veremos que já passamos por um mundo primitivo e assim também, eram conhecidos seus primeiros habitantes. E, para que chegassemos aqui, muitas coisas aconteceram e dessa mesma forma, uma evolução dolorida e catastrófica.
O homem diante das suas tribulações diárias e preocupações em “Ter”, esqueceu que a vida é muito mais que isso. Esqueceu do amor não só ao semelhante, como ao planeta que o abriga e de viver. Esqueceu de apenas “Ser”. Numa corrida desenfreada para acumular bens, mostrar ao outro sua supremacia e superioridade.
Como podemos acreditar que esses gases poluentes lançados na natureza, os produtos químicos lançados nos mares e rios, não causem danos na terra? E esses foguetes e bombas com poder de destruição, não desloquem o eixo do planeta?
Existem inúmeros fatores que alteram o clima de uma região e que não estão sendo observados. A natureza está em revolta e isso deve ser um fator preocupante. Porque não possuímos o poder de prever, com exatidão, nem temos como deter.
Kardec, no Livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo III, versículo 3, fala do ensinamento dado pelos espíritos, que os diversos mundos possuem condições diferentes, uns dos outros, quanto ao grau de adiantamento, ou inferioridade dos seus habitantes.
(Diante de tudo que tenho assistido acontecer nesses dias, senti uma necessidade enorme de mudar radicalmente o conteúdo dessa postagem. Peço desculpas a todos e desde já coloco aqui, que a diversidade de opinião é que traz a luz, o conhecimento. Portanto, apenas escrevi o que acho, para que as pessoas possam pensar e ir atrás das suas próprias respostas).
História de amor
Olhando as estrelas no céu brilhando

vejo teu olhos, nos meus, cintilando.

Essa intensa luz é mesma que vejo

quando os teus doces lábios, beijo.

Entre lagrimas e sorrisos de felicidade

faço do nosso tempo eternidade...

Em tuas mãos entrego meu coração

te falo baixinho, com toda emoção...

que apesar da minha insegurança,

em ti confio feito criança,

esse amor tão grande, tão perfeito,

que parece não caber em meu peito.

Já não sei mais, sem ti, caminhar;

sem essas mãos a me tocar,

sem esses lábios a me beijar...

Se escrevo, sinto tua mão a me guiar

e em um lindo pergaminho

desenho teu nome, sigo o instinto

faço rabiscos, digo como me sinto...

e esse amor que consome meu ser,

é uma linda história de amor,

que ao longo dos anos vimos crescer

Amarga solidão

Ah, amarga solidão!,

aperta o peito, dói na alma...

Chora coração!,

esgota essa lagrima e me acalma;

mata em mim essa agonia,

essa fúria, essa sede de amar...

Vem docemente conformidade,

porque essa ansiedade

nada constrói, ao contrário,

me sufoca, me destrói.

Preciso viver também por mim,

porque assim, é difícil suportar.

Desce Luz Divina!

Alcança meu ser,

não me deixe padecer.

No calor da sua luz

encontro guarida;

sara essa minha ferida!

Vem acalentar minha alma,

só essa luz me acalma.

Ao me dedicar a paixão

nesse vôo rasante,

exponho o coração

e sofro nas ausências...

sei, são as minhas carências;

por medo da solidão,

medo de ser esquecida,

de perder o lugar,

de não ser mais querida.

Diz-me meu Pai:

por que sofro assim?

Por que não penso mais em mim?

Onde estou que não me acho?

Apesar de tentar me encontrar

só encontro o amor e nessa dor,

peço por favor:

quero me ver novamente

estar mais em mim,

ser mais presente...

Porque do jeito que estou

Já não sei mais quem sou

e essa amarga solidão

precisa abandonar

o meu frágil coração.
*
blog da minha netinha: http://poeminhasdabia.blogspot.com