A imortalidade do amor

Como posso dizer adeus ao mundo colorido que vejo através dos seus olhos, se encontrei a felicidade, no dia em que Deus, nos colocou novamente, no mesmo caminho?

Com certeza, não existe o fim para quem ama. Embora o tempo conspire contra na distância, o que ele representa, diante de tanto sentimento, tanta emoção? E foi assim, durante os anos em que estivemos separados.
Jamais os nossos sonhos serão abandonados, porque eles vibram na mesma sintonia, ecoando em nossos corações, nos fazendo sentir cada dia mais a nossa presença, ainda que muito distantes estejamos.
As nossas lembranças e tudo que intensamente vivemos, foram tão fortes, tão bonitos, que o universo ao mesmo caminho nos redirecionou. E hoje somos dois vivendo uma mesma emoção.
Essa luz que emana dos seus olhos, que comparo ao sol, ilumina os meus, aquece minha alma e me fez renascer das cinzas, num momento crítico da minha vida.
E foi essa luz, o sabor dos seus beijos, a suavidade do seu carinho, que aprisionei dentro de mim e me serviram de bálsamo, no alívio do cansaço e da tristeza, que de mim, se apoderaram naquela época.
Com certeza, os nossos momentos são impossíveis serem esquecidos; porque são fortes e intensos demais. E infelizmente, não podemos deter esse tempo, que nos é tão sagrado! Inimagináveis, para qualquer um, que nunca tenha sentido um amor tão grande, tão verdadeiro.
No íntimo do meu ser, existe o mais sublime sentimento, que Deus colocou no mundo e esse cresce a cada dia, em cada anoitecer. Muitas vezes penso ter chegado ao limite e descubro no amanhecer, o quão era ínfimo o meu sentir, diante de tamanha grandeza.
Ainda que chegue o dia em que precise dizer adeus, creio ser impossível dizê-lo, por acreditar na imortalidade do amor e na certeza de que só através dele, poderemos nos reconhecer em qualquer dimensão que estejamos.
Ai coração...

Ai coração!

Se perde em meu corpo,

se encontra nessa canção.

Chora ao luar...

traz esse amor profundo,

que tanto me faz sonhar.

Vai saudade!

Leva um beijo por mim;

a lembrança que me invade,

pulsa de tanta emoção

acende a luz do meu ser,

afasta qualquer solidão.

Vem esperança!

Grita forte em meu peito,

quero colo feito criança.

Traz alento, conformidade,

quem sabe um dia

vivermos a nossa verdade.

Fala paixão!

Diz o que quero ouvir

sobre o teu coração.

Vê o meu corpo a seduzir,

o teu corpo em nosso leito,

quando a lua cheia vem reluzir.

Doce tesão!

Onde me vejo renascer,

onde encontro a perfeição,

onde me perco de prazer,

quando me levas ao infinito

desarmando todo meu ser.

Meus versos

Meus versos são assim:

sempre cheios de amor;

as vezes com loucura,

mas recheados de doçura,

tal e qual uma flor.

o que falo nesses versos

que não seja paixão,

que não seja encantamento,

de todo esse amor imenso,

que trago no coração?

versos que falam de alma

versos que refletem o luar;

que pintam o chão cintilante,

qual estrela brilhante,

por onde fores passar.

versos que ornam teu corpo

versos do meu sonho mais bonito

versos que falam do paraíso,

que vejo ressaltar do teu sorriso,

desse amor sem tamanho, infinito...

Sonho

Soprava o vento...
... e lá fora o mar revolto, nas pedras batia. Pela vidraça da janela olhava a fúria das ondas que fazia com que o mar respingasse distante, ao ir de encontro ao cais. Os barcos que avistava na penumbra da noite, pareciam gemer a cada açoite. Não havia velas, nem mastros, apenas os barcos tremulavam ao ritmo desesperado das ondas.
Ali fiquei a acompanhar o marulhar, a natureza e seus movimentos inimagináveis, mas de rara e angustiante beleza. O vento úmido parecia umedecer minha alma. E nesse transe, era evidente a minha angustia a me questionar: por que tanta fúria, tanto desespero?
Não sei por quanto tempo ali fiquei, mas sei, que nesses instantes, por terras distantes viajei. Embarquei numa viagem sem rumo, sem destino, mas você estava lá, do outro lado do cais a me aguardar.
Ao acordar percebi; não havia ondas, nem mar. Apenas os meus olhos a marejar. Olhei a minha volta, o dia amanhecia, estava só. O barulho das ondas continuava a ressoar em meus ouvidos, porém, o mar mais calmo, o vento soprando de mansinho. Esfreguei os olhos e pensei: deve ter sido um sonho.
Fiquei ali parada por instantes, tentando entender. Olhei dentro de mim vi os barcos que atravessavam o tempo levando os sonhos, as ilusões e aportei em terra firme. Lá fora estava a vida, me convidando a viver, meu amor a me esperar e novos sonhos a sonhar...